Mais um animal falece no zoo de Araçatuba

Onça era chamada de Nenão e tinha 14 anos (Foto: Divulgação)

Onça era chamada de Nenão e tinha 14 anos (Foto: Divulgação)

Uma onça parda de 14 anos morreu no zoológico municipal de Araçatuba (SP), no último domingo (20/08/2017).  Ela foi levada ao zoológico pela Polícia Ambiental ainda filhote, vítima da queimada de um canavial em Guararapes (SP).

Segundo informações do zoológico, a onça era chamada Nenão e morreu de pneumonia. De acordo com o veterinário do local, com esta morte o zoológico de Araçatuba fica apenas com um felino de grande porte, outra onça parda.

Nos últimos quatro anos, dez animais morreram no espaço. A última morte foi de uma onça parda, em fevereiro deste ano. Outros animais como ema, hipopótamo e leoa já morreram no zoo de Araçatuba nos últimos anos. É uma pena o zoológico ter tão pouco investimento para cuidar dos animais.

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Licitações ridículas e o dinheiro público no ralo

Uma licitação na Bahia para contratar professores de corrida e caminhada para juízes e servidores — que acabou suspensa na última semana por escandalizar o Brasil — chamou a atenção para uma prática que tem sido recorrente no serviço público do país. Trata-se de comprar itens sem a devida comprovação da necessidade e relação com os serviços prestados à população. Em plena crise econômica, multiplicam-se no país licitações para adquirir produtos questionáveis, como flores e arranjos decorativos, vinhos, cervejas, camarões, sofás e até camas e cadeiras de luxo para servir a quem deveria trabalhar para o povo.

Na Bahia, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) suspendeu o processo para contratar os instrutores que auxiliariam os magistrados no treinamento para uma competição de atletismo. A ajuda fitness custaria até R$ 196 mil por ano. Também neste mês, o governo do Rio de Janeiro, que está devendo salários a servidores por causa da crise financeira, abriu concorrência para contratar uma empresa que forneça jatinhos para conduzir o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) em viagens oficiais. O desembolso previsto é de R$ 2,5 milhões por ano. O jato pedido deve ter banheiro privativo, poltronas giratórias e altura mínima da cabine de 1,65m.

O Congresso pretende gastar R$ 1 milhão com camas, colchões, sofás e cadeiras para os parlamentares. Este mês, o Senado abriu licitação para comprar R$ 920.479,05 em cadeiras e modulares para a Casa. Os custos de cada item variam de R$ 980 a R$ 1,9 mil. Já a Câmara dos Deputados lançou pregão eletrônico em julho para comprar 48 conjuntos de cama box de casal “queen size” a um preço estimado de R$ 1.311,33 e outras 12 camas boxes “king size” por mais R$ 1.462 cada um. O custo total das aquisições para “assegurar a habitabilidade dos imóveis funcionais da Câmara dos Deputados” é estimado em R$ 80.487,84.

Também com mobiliário, o Tribunal de Justiça do Paraná pretende gastar R$ 4,7 milhões. O valor é para comprar poltronas, cadeiras e sofás para o Judiciário do estado. Só no primeiro lote, que tem custo estimado de R$ 2,7 milhões, são pedidas 1,6 mil poltronas giratórias a um custo de R$ 1 mil cada. O item mais caro do pedido é a cadeira giratória tipo presidente, que custa R$ 3.656,90 a unidade. Serão compradas 180 delas.

Recentemente, a Câmara Municipal de Belo Horizonte também gastou dinheiro com cadeiras novas. Para igualar o conforto dos vereadores ao dos senadores, a Casa comprou poltronas de R$ 4,7 mil cada. As 50 unidades foram entregues em julho, a um custo de R$ 171 mil, e se somaram a uma reforma de R$ 1,2 milhão feita no plenário, agora revestido de mármore branco e vidros espelhados, entre outros luxos. Na Assembleia Legislativa de São Paulo, uma tentativa semelhante acabou barrada com a mudança de gestão. Em abril, a Alesp cancelou uma licitação de R$ 1,54 milhão para a compra de 920 cadeiras giratórias de luxo. No ano passado, o Ministério Público Federal (MPF) licitou iPhones e celulares para seus integrantes. Também foram pedidos iPads e celulares funcionais, ao custo de R$ 2 milhões.
Tags: gasto público descaso editais gastança licitações

Fonte: Correio Braziliense
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Maníaco está assediando mulheres em Birigui

Em Birigui foi relatado que um maníaco tarado de moto, Honda Titan, está seguindo mulheres com sua moto, parando em ponto centrais da cidade como Avenida João Cernack e Rua Tupi e esperando mulheres sozinhas, atrás de arvores para assediá-las e tentar atacá-las. O meliante é um homem jovem, na casa dos vinte anos, com cerca de 1,75 de altura, porte médio, branco, cabelos pretos lisos e curtos, olhos castanhos claros puxados para o verde e que usa botas de borracha pretas, normalmente ligadas a trabalhos com eletricidade e autos. O rapaz ainda possui um capacete estilizado colorido.
Na sexta feira ele criou uma cilada duas vezes para a mesma mulher na Avenida João Cernack entre 18:00 e 18:20. A vítima acredita que o maníaco deve ter saído do trabalho e ao ve-la caminhando sozinha resolveu atacá-la, assustada a mesma se refugiou em uma loja de tintas, e depois foi avistou mais uma vez o maníaco, com medo, ela fugiu correndo e diz que se sente ameaçada em voltar a caminhar sozinha e e que disse que ia chamar a polícia.
Infelizmente não e o primeiro relato em relação ao mesmo perfil. Ninguém ainda conseguiu anotar a placa da moto do maníaco. As vítimas relatam que ele tem boa aparência e que finge que está parando a moto como se fosse perdir informações ou que se esconde atras da árvore e tenta conversar com a vítima e depois já inicia o assédio através de palavras e tentativas de levar a vítima para uma emboscada ainda pior.
Cuidado mulheres, e também é preciso mais policiamento e punição para crimes de assédio.

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Show de Marília Mendonça traria prejuízo para animais

A 1ª Vara Cível da Justiça de Birigui determinou o cancelamento, de forma liminar, o cancelamento do ‘Sertanejo In Birigui’, que contaria com o show da cantora Marília Mendonça. A apresentação ocorreria na tarde deste domingo, dia 20, na area da chamada Mata dos Macacos, que como o próprio nome já diz, é habitat natural de animais que em uma região tão sem arborização e mata nativa, só tem ali para se refugiar. A decisão foi um pedido do Ministério Público e foi assinada pelo juiz Fábio Renato Mazzo Reis.

Em sua decisão, o magistrado afirmou que o local onde o evento seria realizado traria prejuízos à animais silvestres que habitam uma mata que fica logo ao lado, além de prejudicar a segurança de condutores que passarem pela rodovia Gabriel Melhado. “Isto porque o local para onde está marcado o evento, conhecido como Estância dos Macacos ou Mata dos Macacos abriga uma população de aproximadamente 150 macacos-prego, o que torna bastante provável que, em não sendo impedido o evento neste local, ocorram danos à segurança e saúde dos participantes do evento, à segurança e saúde das pessoas que residem no entorno do local e às que transitam pela rodovia, à integridade e saúde dos macacos que lá habitam”, diz a decisão.

O risco de saúde aos animais foi confirmado por um laudo anexado ao pedido da Promotoria, feita por uma médica veterinária especialista em bem-estar animal. “A especialista consignou que não há ponto de fuga seguro para os animais e que, devido ao estresse, poderão invadir áreas adjacentes ao local, inclusive adentrando em outras propriedades ou mesmo rodovia. Destacou, por fim, que há risco eminente de agressões caso os animais se sintam ameaçados”, explica o magistrado.

O juiz determina que a Prates e Prates, empresa que organiza o evento, a Prefeitura da cidade, representada pelo prefeito Cristiano Salmeirão (PTB), e o dono da área rural não realizem o evento no local em que estava previsto. Caso a ordem judicial seja descumprida, o magistrado determinou multa de R$ 200 mil, a ser paga por todos. As polícias Militar, Rodoviária e Ambiental também foram comunicadas, para adotassem medidas para cumprimento da decisão.

O empresário Fábio Prates, organizador do evento, afirmou que acatará a ordem da Justiça e não fará o show programado para domingo. No entanto, ele também afirmou que conseguiu, com patrocinadores e a artista, adiamento do show. A data ainda será divulgada. O empresário que não tem nenhum respeito pelos animais, disse que  tentará, na Justiça, manter o local do show, mas afirmou que, caso não consiga, procurará nova

Prates afirmou também que já entrou em contato com o Procon, explicando a forma como fará devolução de dinheiro para pessoas que preferirem desistir da ida ao evento futuro. “Mas quem quiser ir, pode continuar com o convite que valerá para o dia”, completou.

Esperamos que ele tenha bom senso de não tentar manter o local do evento e buscar outro que onere menos a natureza.

 

 

Fonte: Folha da Região

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Governo usará dinheiro público para financiar campanhas políticas

Preocupados em financiar suas próximas campanhas nas próximas eleições, em 2018, os parlamentares estão inclinados a garantir recursos públicos para fazer frente aos custos.

Na semana passada, a Comissão Especial da Reforma Política da Câmara dos Deputados aprovou o uso de R$ 3,6 bilhões de dinheiro público para esse fim. Isso equivale a R$1 de cada R$200 da arrecadação do país em um ano, ou ao orçamento usado para custear o programa Bolsa-Família por um mês e meio.

Enquanto a proposta foi bem recebida pelas bancadas dos mais diversos matizes políticos e pode ser votada a qualquer momento no plenário da Câmara, ela caiu mal entre setores da sociedade brasileira, especialmente em um momento de aumento no rombo das contas públicas.

Afinal, o que será o fundo público, como ele será dividido e como chegamos até aqui?

Nos últimos 20 anos, o país assistiu ao encarecimento contínuo das campanhas eleitorais.

O maior abastecedor dos partidos e seus candidatos eram empresas privadas brasileiras, donas de interesses e negócios dentro do Estado.

Nos últimos anos, a Operação Lava-Jato acabou demonstrando a promiscuidade da relação entre empresas e políticos. Grosso modo, dinheiro público acabava desviado para irrigar campanhas.

A repercussão das investigações desaguou na proibição de doação de empresas, determinada pelo Supremo Tribunal Federal, em setembro de 2015.

Desde então, só a eleição municipal de 2016 foi realizada sem doação empresarial.

O impacto foi enorme: a arrecadação caiu pela metade em relação às eleições municipais de 2012, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. E os partidos acharam que era necessário voltar a encher o caixa eleitoral.

Na prática, a proposta em tramitação na Câmara faz com que o Estado brasileiro cubra todo o vácuo deixado pela proibição de doações de empresas nas campanhas. Nas eleições de 2014, por exemplo, empresas doaram R$ 3 bilhões – corrigido pela inflação, temos os exatos R$ 3,6 bilhões propostos agora.

comissao reforma politicaVicente Cândido apresenta relatório na Comissão de Reforma Política, que aprovou criação do novo fundo eleitoralO que muda?

Caso o fundo seja aprovado, o Estado brasileiro se tornará o maior financiador das eleições.

Além disso, pela nova proposta, os partidos passam a ter dinheiro garantido permanentemente: o novo fundo será o equivalente a 0,5% da receita corrente líquida do país (arrecadação menos gastos da União com Estados e Municípios) em anos eleitorais.

A ideia original era que esse percentual fosse adotado apenas em 2018, sendo reduzido para 0,25% nos pleitos seguintes. Mas os deputados acharam melhor garantir fatia mais robusta a si mesmos por ora. O texto da Proposta de Emenda Constitucional que propõe os R$3,6 bilhões para o fundo público diz apenas que a origem do montante será definida em lei orçamentária.

Como caberá à União resolver o tema, é possível que outras áreas do orçamento – como saúde e educação – disputem recursos com o fundo eleitoral.

As eleições no Brasil são consideradas caras por especialistas.

“É injustificável, do ponto de vista da razoabilidade, que a campanha custe tanto. Os gastos são excessivos, os custos superdimensionados”, afirmou o cientista-político Jairo Nicolau, da UFRJ, à BBC Brasil.

santinhos no chão eleições 2014
Image captionSantinhos das eleições 2014 sujam as ruas de Duque de Caxias (RJ)

Como funciona o financiamento em outros países?

Em alguns países europeus, o financiamento público é responsável por mais de 70% do custeio dos partidos. É o caso da Finlândia, Itália, Portugal, Espanha, de acordo com o relatório “Financing Democracy”, da OCDE, de 2016 .

Já no Reino Unido e na Holanda, dinheiro público financia 35% dos gastos políticos.

O volume de recursos, porém, é mais baixo do que os do novo fundo brasileiro.

Na França, por exemplo, o financiamento eleitoral foi de cerca de R$ 314 milhões na disputa de 2012 – bem menor do que o montante previsto para o Brasil.

O financiamento francês também é concedido de forma diferente. Os candidatos não recebem o dinheiro de antemão. Podem solicitar reembolso apenas de parte dos gastos de campanha – até 47% – se obtiverem pelo menos 5% dos votos.

Enquanto isso o Brasil continua sendo um país pobre e de enormes desigualdades, mas temo os políticos mais ricos do mundo.

 

Fonte: BBC.

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Desperdício de água durante chuva

Mesmo com chuva, as torneiras do jardim da praça Dr. Gama, em Birigui, jorram milhares de litros de água tratada dia e noite.
Quem é o responsável? em

Vamos economizar água, o poder público devia dar o exemplo.

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Homem é multado enquanto buscava cadeira de rodas para a esposa


Em Araçatuba, a indústria da multa continua a torto e a direito sem sequer olhar a situação das pessoas: um motorista pegou o carro do vizinho emprestado e levou sua esposa ao Pronto Socorro de Araçatuba.
Em frente a Santa Casa não viu nenhum guarda quando chegou, e, ao retornar recebeu uma multa. Não bastasse, ao explicar sua situação – de que havia parado rapidamente para buscar uma cadeira de rodas para a esposa, que seria atendida no atendimento, Armando Alves, morador do bairro Colinas em Birigui, foi hostilizado pelo guarda local.

O morador de Birigui foi multado enquanto buscava uma cadeira de rodas para a esposa. A indústria da multa em Araçatuba chegou ao ponto de ser desumana.

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Moradores desabrigados próximo ao Centro que deveria abrigá-los

A meio quarteirão do centro que recebe a população de rua, foi encontrado no dia chuvoso de hoje em Birigui, um morador dormindo em um dos bancos da praça Américo Fiorotto.

Infelizmente não é a primeira vez que isso acontece, mas esperamos que seja uma das últimas. Todo ser humano merece um abrigo e cuidado e pagamos impostos para isso, pela humanização e respeito para com o outro.

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Executivas brasileiras fazem sucesso no exterior

Cansada de ler notícias sobre o sucesso de homens brasileiros no mercado de trabalho estrangeiro, a publicitária brasileira Laura Chiavone, de 39 anos, teve uma ideia. Criou uma planilha com os contatos de brasileiras em posições de destaque no mercado estrangeiro e enviou o arquivo à sua lista de contatos, para que a ajudassem a mapear as conterrâneas espalhadas pelo mundo. Assim, ela mesma, líder do departamento de estratégia da agência de publicidade Tribal Worldwide em Nova York, se descobriu parte de uma rede extensa e quase invisível de profissionais bem-sucedidas fora do Brasil.

“Achava estranho. Só em Nova York eu conheço dezenas de brasileiras em ótimos cargos. Mas pelas notícias parece que não tem mulher no mercado exterior”, diz a CSO (Chief Strategy Officer).

Em menos de uma semana, a lista de Chiavone estava com mais de 100 nomes e logo passou dos 250. “E isso porque focamos no setor em que eu atuo”, diz Chiavone. Ela transformou o documento em um projeto chamado FindTheWoman, um inventário com o perfil das mulheres brasileiras bem posicionadas fora do país.

Desde que a crise econômica no Brasil apertou, nos últimos três anos, a migração internacional de profissionais brasileiros tem se acentuado. O Reino Unido emitiu número recorde de 1.338 vistos de trabalho para brasileiros em 2016, de acordo com dados do governo britânico. No mesmo ano, os vistos para imigrantes brasileiros concedidos pelos EUA aumentaram 55%. No Canadá, o número de brasileiros que pedem residência temporária subiu pelo terceiro ano seguido em 2016 — foram mais de 92 mil pedidos.

Laura ChiavonePara a publicitária Laura Chiavone, o mercado internacional tem mais desafios para quem quer trabalhar com novas tecnologias

 

Assim como boa parte das profissionais listadas no projeto, Laura decidiu que queria morar no exterior depois da crise no Brasil, na passagem de 2015 para 2016.

“A economia não estava muito promissora e não parecia que iria melhorar tão cedo”, diz ela. Chiavone, no entanto, estava em um ótimo momento na carreira — era chefe de estratégia da agência publicitária DM9.

“Eu queria fazer um trabalho diferente. Tem um milhão de tecnologias novas surgindo e no Brasil é mais difícil fazer essa experimentação”, diz ela, que mora em Nova York com o filho Benjamin, de 6 anos, desde abril.

Fuga de cérebros

Para o economista André Portela, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), a incapacidade do Brasil de manter talentos como Chiavone é preocupante para o país, pois a perda não se restringe só ao que esses profissionais produzem individualmente. Há uma perda de produtividade no mercado como um todo.

“Há o chamado efeito de transbordamento. Pessoas criativas, empreendedoras, com capacidade de liderança, geram uma influência positiva nos profissionais ao redor e no mercado como um todo”, diz ele. Segundo Portela, o ideal seria que houvesse um intercâmbio, com o país exportando profissionais, mas também atraindo talentos estrangeiros.

A executiva Carol Saraiva
Carol Saraiva criou um projeto para outras profissionais brasileiras 

 

Do ponto de vista de mulheres que querem carreira no exterior, no entanto, a presença de “veteranas” é extremamente positiva. O sociólogo Simon Schwartzman explica que há um efeito “bola de neve”. “As pessoas buscam essas redes de relações, então quanto mais gente estiver indo para fora, maior as chances de outras pessoas seguirem o caminho”, diz ele.

“É importante mostrar que estamos aqui até para quem tem vontade de vir não achar que só tem homens brasileiros e que ela vai ter que desbravar uma floresta”, diz Chiavone.

Foi a partir dessa ideia — de pavimentar o caminho — que Carol Saraiva, de 34 anos, redatora sênior da agência Chiat em Los Angeles, criou o projeto “Gatas na Gringa”, onde executivas dão mentoria para mulheres mais jovens que desejam fazer carreira no exterior.

A ideia é principalmente as duas conversarem e as mais experientes darem dicas específicas para cada país: que tipo de ideias fazem sucesso ali, como fazer um portfolio na língua local e como são as diferenças nas relações de trabalho.

Saraiva tem 15 Leões do Festival da Cannes, a principal premiação da publicidade, e mudou de São Paulo para os EUA há dois anos. Mas só nesta semana conseguiu pegar sua carta de motorista americana.

Ela diz que aconselha as pessoas a se mudar só quando tiveram muita certeza. “Não estar na sua cultura não é a farra que as pessoas acham que é. Elas glorificam demais a ideia, e na verdade tem uma série de barreiras, de adaptação, da língua, da burocracia”, afirma.

Saraiva dá a dica de não escolher apenas pelo cargo. “Vá para uma cidade que tenha a ver com você. A vida não é só o trabalho. E se algo mudar e você perder o emprego, está em um lugar que se sente bem”, diz ela.

A ideia de oferecer conselhos a jovens que buscam carreira no exterior é bem vista por executivas da lista do #FindTheWoman. “Você não chega no topo sozinha”, diz Paola Colombo, de 42 anos, vice-presidente e diretora geral da R/GA em San Francisco, no Vale do Silício.

Paola Colombo abriu as filiais de sua empresa em Londres e em São Paulo

Na comparação com os EUA, Colombo critica a “cultura do stress” no Brasil. “Não é produtivo. Eu via que várias mulheres saíam de publicidade depois de ter filho por causa disso”, diz ela, que tem dois filhos, de 12 e 7 anos. “Sempre toquei escritórios bem sucedidos sem precisar fazer as pessoas se matarem de trabalhar.”

Além disso, “no Brasil é muito comum piada sexista, ficar fazendo comentários sobre a roupa, o corpo. Nos EUA, essa questão do assédio já está mais avançada”, diz.

Formada em desenho industrial no Mackenzie e no ramo de criação há mais de 20 anos, Luciana Cardoso tinha acabado de comprar um apartamento nos Jardins, em São Paulo, quando recebeu a proposta para ser diretora criativa da FCB em Nova York, no ano passado.

A oferta foi boa o suficiente para ela e o marido decidirem que ele largaria o emprego para se mudar com ela, e que o apartamento seria alugado.

A paulistana Luciana Cardoso
Luciana Cardoso tinha acabado de comprar um apartamento em SP quando recebeu proposta para ir para Nova York

Além do desafio profissional, os atrativos para ela foram a perspectiva educacional para o filho e uma cultura onde poderia ter mais tempo para a vida pessoal — e depender menos de uma estrutura de serviços. “Sempre me preocupei com a questão do meu filho viver em uma bolha em São Paulo, porque eu tinha empregada, motorista, ele estudava em escolinha particular.”

Ela também cita a cultura menos machista como um ponto positivo na mudança. “Ao longo desses 20 anos, já ouvi coisas que hoje dariam cadeia. Até poucos anos atrás era comum alguém falar que na agência tal não se contrata mulher como se isso fosse normal. Acho fantástico esse movimento [feminista] que agora está rolando no Brasil.”

Fonte: BBC

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Parque ecológico em Birigui

 

Em Birigui foi inaugurado ontem 12/082017 o parque ecológico Quinta da Mata, que faz parte do loteamento de mesmo nome. O espaço será aberto para toda a população, com entrada gratuita, aos sábados, domingos e feriados, entre as avenidas Pedro Gonçalves e Natal Masson.

O parque, que possui área de 21 alqueires (aproximadamente 70 campos de futebol), conta com trilhas, brinquedos para crianças de várias idades, incluindo bebês, campo de areia para a prática de esportes, casa de boneca, orquidário, academia ao ar livre e um posto para a Guarda Municipal.

Um dos destaques do projeto é a trilha com o tema “Parque dos Dinossauros”. Durante a caminhada, é possível encontrar esculturas de dinossauros feitas em fibra de vidro. Cada espécie traz uma plaquinha sobre as características de vida do réptil extinto, como alimentação, tamanho, peso, entre outras curiosidades. Haverá também som ambiente. Outro espaço é a Casa da Educação Ambiental, que poderá ser utilizada por escolas, entidades e demais interessados, como uma alternativa à sala de aula.

 

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