Justiça Federal suspende benefícios vitalícios de Jair Bolsonaro durante prisão do ex-presidente

  • A Justiça Federal em Minas Gerais suspendeu os benefícios vitalícios de Jair Bolsonaro durante sua prisão.
  • A decisão impacta a estrutura de segurança, assessores e carros oficiais pagos pela União.
  • O juiz argumentou que não há lógica em manter tais serviços para alguém em regime fechado.
  • A medida, proposta pelo vereador Pedro Rousseff, visa cortar despesas superiores a R$ 4 milhões desde 2023.

Produzido pela Ri7a – a Inteligência Artificial do R7

Juiz federal argumenta que não há motivo em manter equipe e logística de apoio para alguém sob custódia estatal Ton Molina/STF – Arquivo

A Justiça Federal em Minas Gerais determinou a interrupção de toda a estrutura paga pela União para atender Jair Bolsonaro enquanto ele permanece em regime fechado.

A medida alcança servidores, assessores, carros oficiais e despesas administrativas custeadas pelo Palácio do Planalto desde a saída do ex-presidente do cargo, em 2022.

A reportagem tenta contato com a defesa do ex-presidente para repercutir a decisão judicial.

O entendimento do juiz Pedro Pereira Pimenta, responsável pela decisão, sustenta ausência de lógica administrativa em manter equipe e logística de apoio para alguém sob custódia estata

Vamos girando a nossa reportagem de São Paulo para Brasília. Direto Fabi.

Segundo o magistrado, a legislação que concede proteção vitalícia aos ex-presidentes pressupõe circulação em ambientes públicos, participação em eventos e exposição a riscos externos — situação inexistente no caso de um condenado em regime fechado.

Para o juiz, a segurança de Bolsonaro deve ficar restrita às regras da execução penal e ao sistema prisional.

A decisão atende a ação popular movida pelo vereador Pedro Rousseff (PT-MG). O parlamentar apresentou levantamento com despesas superiores a R$ 521 mil apenas no primeiro semestre deste ano.

Desde 2023, o montante ultrapassa R$ 4 milhões, considerando gastos com pessoal, passagens, diárias, combustível e manutenção de veículos.

O magistrado determinou interrupção dos serviços em até 48 horas após comunicação da decisão. Segundo ele, a manutenção da estrutura atual produz impacto indevido sobre o erário e afronta princípios da legalidade e da moralidade administrativa.

Pelas normas que regulam benefícios vitalícios, ex-presidentes têm direito a quatro servidores destinados à segurança e apoio direto, dois assessores, além de dois carros oficiais com motoristas.

A estrutura permaneceu ativa mesmo após o início da pena de Bolsonaro, condenado por participação em trama destinada a impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses em dependência da Polícia Federal em Brasília.

O vereador responsável pela ação celebrou a decisão. “Nosso argumento se mantém simples: pessoa presa, principalmente por tentativa de ruptura institucional, não pode continuar recebendo privilégios custeados pelo Estado. Trata-se de ilegalidade e imoralidade”, declarou.

A liminar tem caráter provisório e ainda depende de análise em instâncias superiores.:R7

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Câmara rejeita pagamento de subsídio para o transporte coletivo em Araçatuba

A TUA adquiriu dois ônibus novos para serem integrados à frota (Foto: Divulgação)

A Câmara de Araçatuba (SP) rejeitou em votação realizada na sessão de segunda-feira (8), o projeto de autoria do Executivo que autorizaria o pagamento de subsídio de R$ 500 mil mensais à TUA (Transportes Urbanos Araçatuba), para ajudar no custeio do transporte coletivo.

Essa ajuda é oferecida pela Prefeitura desde 2022 e atualmente está no valor mensal de R$ 450 mil. A última parcela deve ser repassada neste mês de dezembro. O projeto que foi rejeitado previa elevar o repasse mensal para R$ 500 mil, valor a ser pago no período de janeiro a dezembro de 2026.

Como o contrato de concessão do serviço vence em 2028, já estava previsto que esse valor fosse atualizado anualmente até lá, conforme a correção inflacionária do ano anterior.

A reportagem procurou a Prefeitura, que informou que verificará as condições de manutenção da prestação do serviço de transporte coletivo urbano de passageiros mediante o atual cenário, sem a subvenção econômica do Poder Público.

O projeto apresentado pela Prefeitura reajustava em 11% o valor do subsídio mensal. Segundo a administração municipal, em caso de uma contratação emergencial, o município poderia ter que desembolsar mais de R$ 1,6 milhão mensais.

Esse teria sido o valor obtido em sondagem de preço feita com três empresas de transporte público, das quais, apenas uma formalizou proposta para eventual contrato emergencial. Essa empresa cobraria R$ 1.678.327,97 para disponibilizar 14 ônibus e quatro micro-ônibus.

Como contrapartida à aprovação da subvenção, a TUA apresentou um plano de aquisição de novos veículos. Dois ônibus Marcopolo Volare, modelo 2025 já foram adquiridos. Eles são equipados com wi-fi, ar-condicionado e tecnologia Euro6, que reduz emissões de poluentes, além de ter plataforma de acessibilidade.

A previsão era de que eles seriam incluídos à frota ainda neste mês de dezembro. A reportagem procurou a TUA, que informou por meio de nota que acredita que o prefeito Lucas Zanatta (PL), junto com a Câmara Municipal, encontrarão uma solução para a questão nos próximos dias.:hoje mais

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Prefeitura de Araçatuba não descarta o pagamento do IFA aos agentes de saúde

Agentes estiveram na Câmara na quinta-feira para cobrar o pagamento do IFA (Foto: AG Cardoso/AI Câmara)

A Prefeitura de Araçatuba (SP) não descarta fazer o pagamento do IFA (Incentivo Financeiro Adicional) aos agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias contratados pelo município, até o final deste ano.

Visto como uma espécie de 14º salário, o benefício tem o valor repassado anualmente pelo Ministério da Saúde, como forma de reconhecimento pelo trabalho desses profissionais. Entretanto, ainda não existe uma lei federal que torne obrigatório o repasse direto aos agentes.

Segundo o que foi informado, durante os 8 anos da gestão passada não foi realizado o pagamento. Porém, os agentes tem cobrado o pagamento da atual gestão.

Na expectativa de ter o pagamento autorizado, na última quinta-feira (4) vários deles estiveram na Câmara para acompanhar a sessão extraordinária para a votação do Refis (Programa de Recuperação Fiscal), que deve proporcionar alguma arrecadação para a Prefeitura ainda neste ano.

O projeto aprovado concede aos contribuintes que estão inadimplentes com impostos municipais, a anistia de 100% do valor da multa e dos juros para o pagamento à vista. O benefício só vale para impostos vencidos até 31 de dezembro de 2024.

Para ter direito ao desconto integral, o pagamento deverá ser feito até o dia 29 deste mês. Há ainda a opção de parcelamento do valor devido em até 12 vezes. Neste caso, a anistia da multa e dos juros é de 70%.

Antes da discussão do projeto, a sessão chegou a ser suspensa pela presidente da Câmara, vereadora Edna Flor (Podemos), para que os parlamentares discutissem a possibilidade de vincular parte do valor a ser arrecadado com o Refis ao pagamento do IFA. Entretanto, não houve acordo.

Também houve a proposta de se utilizar a devolução do duodécimo, que é o dinheiro repassado pela Prefeitura para a Câmara custear as despesas anuais, para fazer esse pagamento. Haveria ainda, cerca de R$ 2 milhões a serem devolvidos pelo Legislativo neste ano.

Entretanto, ao ser procurada pela reportagem, a administração municipal informou que os recursos aplicados na atividade executada pelos agentes, incluindo salários e benefícios, são provenientes do Governo Federal. “O pagamento será feito se houver recursos para cobrir todas as despesas” , informou em nota.

A reportagem também procurou o Ministério da Saúde, que informou que não existe previsão de um repasse de recurso exclusivo para o pagamento do IFA aos agentes comunitários e agentes de endemias.

O que há é um projeto em tramitação, propondo que esse pagamento seja obrigatório. Pela legislação em vigor, o Ministério da Saúde faz o repasse de 12 parcelas para o pagamento anual desses agentes, mais um uma parcela extra, que é para o pagamento do 13º salário.:hoje mais

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