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Piso dos professores teria reajuste de apenas R$ 18 em 2026; governo promete mudar regra; entenda o que está em jogo

Professor em sala de aula da rede de ensino do Piauí — Foto: Divulgação/Seduc

Professor em sala de aula da rede de ensino do Piauí — Foto: Divulgação/Seduc

O reajuste do piso salarial dos professores em 2026 deve ser maior do que o previsto pela regra atual, que indicava um aumento simbólico de cerca de R$ 18.

Diante da repercussão negativa do valor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve editar uma medida provisória para mudar os critérios de cálculo e garantir ganho real aos docentes.

O reajuste acima de 0,37%, foi anunciado pelo ministro Camilo Santana. Esse percentual deveria ser aplicado caso o Ministério seguisse os critérios em vigor, definidos pela Lei do Piso do Magistério.

A mudança foi anunciada pelo ministro em um vídeo publicado nas redes sociais após ampla repercussão da possibilidade de um reajuste de apenas R$ 18,10, um valor que não garantiria um aumento real no salário dos professores — o que ocorreria caso o aumento do novo piso fosse de apenas 0,37% como esperado.

🤔 Por que 0,37%? A regra atual que define o piso dos professores considera a variação do valor aluno ano do Fundeb, que será de 0,37% em 2026, como detalhado em portaria publicada em 31 de dezembro. (Entenda mais abaixo.)

Com isso, era esperado que o salário mínimo dos professores passasse de R$ 4.867,77 para R$ 4.885,78, o que seria um dos menores aumentos já registrados, além de ficar muito abaixo da inflação do ano passado, que fechou em quase 4%.

A MP de Lula deve sair até 15 de janeiro, segundo o ministro da Educação, mas nada se sabe sobre os critérios que serão adotados e de quanto será o reajuste. Por lei, o novo salário para o ano vigente deve ser anunciado ainda em janeiro.

Histórico de reajuste nos últimos anos

Por lei, o governo federal deve informar o reajuste do salário-base dos professores em janeiro de cada ano. Os valores abaixo foram aplicados para docentes que trabalham 40 horas semanais.

2016: R$ 2.135,64 (+11,36%

  • 2017: R$ 2.298,80 (+7,64%)
  • 2018: R$ 2.455,35 (+6,81%)
  • 2019: R$ 2.557,74 (+4,17%)
  • 2020: R$ 2.888,24 (+12,84%)
  • 2021: R$ 2.886,24 (+0%)
  • 2022: R$ 3.845,63 (+33,24%)
  • 2023: R$ 4.420,55 (+14,95%)
  • 2024: R$ 4.580,57 (+3,62%)
  • 2025: R$ 4.867,77 (+6,27%)

Nos últimos 10 anos, apenas em 2021, quando não houve reajuste, e em 2024 o percentual de aumento do piso ficou abaixo da inflação do ano anterior. Em 2023, a inflação fechou em 3,71%, contra 3,62% de reajuste em 2024.

Como o reajuste é calculado

O critério que atualmente define o aumento do piso dos professores está descrito na Lei do Piso do Magistério, de 2008, e está atrelado à antiga Lei do Fundeb, de 2007. E funciona assim:

Fundeb é o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. Ele é composto por parte dos impostos arrecadados pelos estados e pelo Distrito Federal ao longo do ano, além de uma parte complementada pela União.

O valor reunido é, posteriormente, redistribuído para os estados, Distrito Federal e municípios, e só pode ser utilizado “na manutenção e no desenvolvimento da educação básica pública, bem como na valorização dos profissionais da educação”, como no salário dos professores da rede pública.

Esse repasse considera também um valor mínimo de investimento em cada aluno matriculado nos anos iniciais do ensino fundamental da respectiva rede. É o Valor Anual por Aluno (VAAF).

A Lei do Piso do Magistério diz que a atualização do salário mínimo dos professores deve ser calculada considerando “o mesmo percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno” definido pelo Fundeb.

Com isso, supondo que de 2025 para 2026 o gasto mínimo com um aluno do início do ensino fundamental tenha crescido 10%, estes mesmos 10% são aplicados para reajustar o piso do magistério.

Para o exercício de 2026, o VAAF será de R$ 5.962,79, um crescimento de 0,37% com relação ao ano passado. Ou seja, seguindo este mesmo percentual, o reajuste no piso dos professores seria de apenas R$ 18,10.

Critérios de reajuste em 2026: ainda não se sabe quais critérios serão adotados na medida provisória. O documento passará a vigorar imediatamente após a publicação, mas precisa ser votada pelo Câmara e pelo Senado para continuar a ter valor e, eventualmente, ser convertida a lei ordinária. Caso sejam aprovados no Congresso, os novos critérios substituem os atuais e serão considerados nas definições de piso dos próximos anos.:G1

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Lula exonera Lewandowski e nomeia Manoel Carlos de Almeida Neto como ministro da Justiça

Manoel Carlos assume interinamente após saída de Lewandowski do Ministério da Justiça Marcelo Camargo/Agência Brasil- 3.01.2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou a exoneração de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública e nomeou em seu lugar, de forma interina, Manoel Carlos de Almeida Neto, que até então atuava como secretário-executivo da pasta. A decisão foi assinada ontem e publicada no Diário Oficial da União.

Lewandowski assumiu o cargo em fevereiro de 2024, depois de ter deixado a sua cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). Conforme o Broadcast Político mostrou, o ministro apresentou a sua carta de demissão a Lula na quinta-feira (8).R7

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43 presos não voltam às prisões da região após saída temporária

Redes sociais
Araçatuba e Birigui concentram parte dos beneficiados; dois detentos não retornaram em Birigui
Araçatuba e Birigui concentram parte dos beneficiados; dois detentos não retornaram em Birigui

A última saída temporária de 2025 terminou nesta semana. Na cidade de Araçatuba, a Justiça autorizou a saída temporária de 85 detentos do regime semiaberto, no período de 23 de dezembro de 2025 a 5 de janeiro de 2026. De acordo com dados obtidos pela Folha da Região, na cidade houve o retorno integral dos detentos. Já em Birigui, 140 presos foram beneficiados, porém 2 não se reapresentaram dentro do prazo estabelecido.

Na região, Lucélia teve 92 detentos beneficiados pela saída temporária, com retorno de todos os presos às unidades prisionais dentro do prazo estipulado. Já em Mirandópolis, a Justiça autorizou a saída de 273 presos, dos quais 11 não se reapresentaram após o período do benefício. Em Valparaíso, 691 detentos foram contemplados com a saída temporária, sendo que 30 não retornaram às unidades, conforme os dados divulgados pela Secretaria da Administração Penitenciária.

Ainda segundo a Secretaria, quando o preso deixa de retornar à unidade no prazo determinado, passa automaticamente à condição de foragido, perde o direito ao regime semiaberto e, caso seja recapturado, retorna ao regime fechado.

Na região de São José do Rio Preto, aproximadamente 1,6 mil detentos receberam autorização para a saída temporária, dos quais 56 não retornaram. Os maiores números foram registrados em Valparaíso, com 691 beneficiados e 30 ausências, e Mirandópolis, com 273 autorizações e 11 não retornos

Dracena: 22; 1 não retornou

Flórida Paulista: 26; todos retornaram

Irapuru: 26; todos retornaram

Junqueirópolis: 30; 2 não retornaram

Lucélia: 92; todos retornaram

Marabá Paulista: 18; todos retornaram

Martinópolis: 7; todos retornaram

Osvaldo Cruz: 776; 26 não retornaram

Pacaembu: 667; 24 não retornaram

Pracinha: 16; 1 não retornou

Presidente Bernardes: 131; 3 não retornaram

Presidente Prudente: 191; 12 não retornaram

Presidente Venceslau: 87; 3 não retornaram

Tupi Paulista: 30; todos retornaram

A SAP reforçou que todas as saídas seguem rigorosamente as determinações judiciais e que o descumprimento das regras previstas em lei resulta em sanções automáticas ao detento.A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) esclareceu que a autorização das saídas temporárias é uma atribuição exclusiva do Poder Judiciário. O benefício está previsto na Lei de Execução Penal e, no Estado de São Paulo, segue os critérios definidos pela Portaria DEECRIM nº 02/2019, além de normas complementares.:folha da região

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