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Araçatuba perderá 23 médicos cubanos após fim de acordo

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A cidade de Araçatuba (SP) perderá 23 médicos cubanos que trabalham nas unidade de saúde por causa da Ministério da Saúde de Cuba de não continuar no programa Mais Médicosapós declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

De acordo com a prefeitura, a parceria existe desde 2014 e o contrato atual com os médicos cubanos vai até dezembro de 2020. Eles atuam em 19 UBS’s na cidade.

Além deles, na rede pública de saúde de Araçatuba atendem com outros 33 médicos, totalizando 56. Portanto, os cubanos representam 41 % do total. O município afirma que não foi informado oficialmente.

Posicionamento do Ministério da Saúde sobre o programa Mais Médicos

O Ministério da Saúde recebeu nesta manhã (14) o comunicado da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), no qual o governo cubano informa que encerrou sua parceira no programa Mais Médicos. Diante do fato, o governo federal está adotando todas as medidas para garantir a assistência dos brasileiros atendidos pelas equipes da Saúde da Família que contam com profissionais de Cuba.

Fonte: G1.

A iniciativa imediata será a convocação nos próximos dias de um edital para médicos que queiram ocupar as vagas que serão deixadas pelos profissionais cubanos. Será respeitada a convocação prioritária dos candidatos brasileiros formados no Brasil seguida de brasileiros formados no exterior.

Desde 2016, o Ministério da Saúde vem trabalhando na diminuição de médicos cubanos no programa. Até aquela data, cerca de 11.400 profissionais de Cuba trabalhavam no Mais Médicos. Neste momento, 8.332 das 18.240 vagas do programa estão ocupadas por eles.

Outras medidas para ampliar a participação de brasileiros vinham sendo estudadas pelo Ministério da Saúde, como a negociação com os alunos formados através do FIES (Programa de Financiamento Estudantil). Essas ações poderão ser adotadas, conforme necessidade e entendimentos com a equipe de transição do novo governo.

O Ministério da Saúde reafirma e tranquiliza a população que adotará todas as medidas para que profissionais brasileiros estejam atendendo no programa de forma imediata.

Veja mais notícias da região em G1 Rio Preto e 

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Dormir tem função antioxidante, aponta estudo

 

Sono

Um novo estudo, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Columbia, de Nova York, e publicado nesta quinta-feira pela revista PLOS Biology, traz uma conclusão sobre o sono: dormir tem um efeito antioxidante no organismo.

Para chegar aos resultados, os cientistas utilizaram uma variedade mutante da drosófila, a mosca-da-fruta, adaptada justamente para ter sono mais curto do que o normal – mantendo de modo intacto seus ritmos circadianos, no entanto. E encontraram novas evidências de como a falta de sono traz efeitos negativos para a saúde.

A conclusão foi que a privação do sono faz com que os animais tenham uma sensibilidade maior ao estresse oxidativo agudo – ou seja, uma noite bem dormida tem propriedades antioxidantes.

Para os pesquisadores, o entendimento da relação entre dormir e o estresse oxidativo pode ser um passo importante na compreensão de doenças humanas modernas – de distúrbios do sono a doenças neurodegenerativas.

“A maior parte dos animais dorme. Os seres humanos dormem quase um terço de suas vidas. E ainda hoje as funções fundamentais do sono permanecem desconhecidas”, afirma a pesquisadora Vanessa Hill, do Departamento de Genética da Universidade de Columbia, uma das autoras do estudo. “Utilizamos a drosófila de sono curto para descobrir o papel do sono na resistência ao estresse oxidativo. E observamos que quanto mais aumentávamos o tempo de sono das moscas, maior era essa resistência.”

Mosca-da-fruta

 

É uma relação intrigante: o estresse oxidativo desencandeia o sono, que então age como antioxidante tanto para o corpo como para o cérebro.

O estudo indica que, se há uma correlação entre os distúrbios do sono e tais doenças, a perda de sono pode tornar os indivíduos mais sensíveis ao estresse oxidativo e, consequentemente, às patologias. E o inverso também seria verdadeiro: o rompimento patológico da resposta antioxidante levaria à perda do sono. Um ciclo vicioso.

Homem insone

De acordo com um levantamento realizado pela empresa Philips no início deste ano, 72% dos brasileiros sofrem de doenças relacionados ao sono. A mesma pesquisa foi realizados em outros 12 países – a média da América Latina é de 75%, com os mexicanos em pior situação (88%) e os argentinos, em melhor (64%).

Os principais problemas relatados são insônia, ronco, apneia (respiração que para e volta durante o sono) e a narcolepsia (sono súbito e inconsolável). Segundo a pesquisa, as causas apontadas para a dificuldade de dormir são preocupações financeiras, uso de tecnologias como o celular na cama e estresse decorrente de questões de trabalho.

De acordo com o Instituto do Sono, de São Paulo, ter horários regulares para dormir é um primeiro passo para conseguir ter uma boa noite de sono.  Álcool e café próximo ao horário de dormir são desaconselhados. Também é recomendável jantar moderadamente, e sempre no mesmo horário.

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SUS reduz atendimentos no Instituto de Olhos de Buritama

Uma determinação do SUS (Sistema Único de Saúde) reduziu em cerca de 1,2 mil o total de atendimentos mensais do Instituto de Olhos de Buritama. De acordo com a direção da Santa Casa da cidade, responsável pela administração do instituto, em novembro foi emitida portaria definindo teto fixo para atendimentos de glaucoma.

Anteriormente a esse período, os atendimentos eram agendados pelos municípios por livre demanda e de acordo com a necessidade. Os recursos eram em torno de R$ 240 mil mensais para o serviço. A partir da nova portaria, o teto fixo passou para R$ 199 mil, distribuídos entre os municípios pertencentes ao DRS (Departamento Regional de Saúde) de Araçatuba.

O serviço de oftalmologia de Buritama é referência na região. São realizados procedimentos clínicos como consultas, exames e cirurgias, como de catarata e pterígio (crescimento que começa no tecido transparente do olho e pode se difundir para a córnea).

Procedimentos de glaucoma são distribuídos entre consultas e entrega de colírios das três linhas de tratamento. Atualmente são atendidos seis mil pacientes por mês no setor de oftalmologia.

 

Fonte: Folha da Região.

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PS pediátrico começa a atender hoje em Birigui

A unidade terá pediatras 24 horas por dia, nos sete dias da semana.

O feriado nacional do Dia do Trabalho, na próxima terça-feira (1.º de maio), tem em Birigui a  inauguração do Pronto Socorro Municipal, o primeiro na cidade e região. A unidade terá pediatras 24 horas por dia, nos sete dias da semana.

Os médicos especialistas atuarão em plantões de 12 horas. Eles foram contratados pelo IDS (Instituto de Desenvolvimento Social), responsável pela gestão da unidade de urgência e emergência do município.  Na região, o município será pioneiro em contar com um equipamento de saúde voltado ao público infantil.

A população espera que tudo funcione e que as crianças sejam bem atendidas.

Fonte: Folha da Região.

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Justiça determina que médico acusado de faltar a plantão vá a júri popular


A Justiça de Mirandópolis decidiu que o médico João Carlos Trinconi vai a júri popular, acusado da morte de uma paciente em 2014. O motivo, segundo o Ministério Público, é porque Trinconi, que era plantonista e deveria estar no hospital, estava em Birigui fazendo uma cirurgia.

Avisado pelo telefone, o médico não retornou. Como não tinha médico, Cristina Pereira de Souza, vítima de acidente de moto, não resistiu. A mulher era irmã de uma das enfermeiras do hospital.

Conforme a denúncia, com base no relato de testemunhas, o médico estava no hospital, mas saiu. Quando a vítima de acidente chegou, foi atendida por dois médicos que estavam no hospital, mas Trinconi não se encontrava. A irmã da vítima teria ligado para ele, que chegou após às 2h30, quando encaminhou Cristina ao centro cirúrgico, onde não resistiu. A denúncia afirma ainda que o médico teria alterado folha de ponto do hospital, a fim de constar informação de que ele não estava ausente.

O médico foi ouvido pela Justiça e negou as práticas criminosas. Ele destacou que estava de plantão, atendendo normalmente, quando recebeu uma ligação do pronto-socorro de Birigui para realizar uma cirurgia de urgência de vítima de arma de fogo. Disse que avisou os funcionários do hospital de Mirandópolis que sairia.

Também relatou que, ainda em Birigui, foi acionado para outra cirurgia naquele hospital. Ao começar o novo procedimento, foi avisado do ocorrido em Mirandópolis e teria pedido para que os médicos que estavam no momento atendessem a vítima.

Fonte: Folha da Região.

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CRIANÇA DE 5 ANOS MORRE APÓS SER PICADA POR ESCORPIÃO

Uma criança de 5 anos morreu depois de ser picada por escorpião, em Araçatuba. A menina foi sepultada na manhã de ontem 08/04/2018 em um cemitério particular da cidade. Segundo o que foi apurado pela reportagem, a criança foi picada em um dos pés na casa da avó na sexta-feira (06/06/2018). A menina passou mal, foi levada ao pronto-socorro e depois para a Santa Casa, onde morreu no sábado (07/04/2018) à tarde.

Ela era aluna da Emeb (Escola Municipal de Educação Básica) Roseli de Oliveira, que fica no bairro Petit-Trianon. Uma nota comunicando o falecimento da aluna foi postada em um perfil de rede social da escola. A postagem gerou grande comoção entre pais de alunos.

Esperamos que a vigilância sanitária da região tenha mais atitude perante os escorpiões para que ninguém mais venha a falecer por conta disso.

 

Fonte: Folha da Região.

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Os perigos para a saúde que moram no seu banheiro

Alguns itens que parecem inofensivos no nosso banheiro podem trazer sérios riscos à saúde, segundo novos estudos. Desde as toalhas molhadas estendidas e compartilhadas, até o próprio sabonete ou os brinquedos de borracha para as crianças, todos podem acabar sendo transmissores de doenças para crianças e adultos.

“O banheiro é um lugar bastante complicado quando o assunto é higiene”, disse John Oxford, professor emérito de virologia da Universidade Queen Mary, em Londres.

A segurança é outra questão importante no que diz respeito aos banheiros. Veja a seguir preocupações e dicas de especialistas:

Em estudo reportado pela imprensa britânica, o Instituto Federal Suíço de Ciência e Tecnologia Aquática e a Universidade de Illinois analisaram 19 brinquedos de banheira e identificaram fungos em 58% deles.

O líder do estudo aconselhou a não esguichar água do pato no rosto de uma criança, pois isso poderia causar “infecções nos olhos, ouvidos ou mesmo problemas gastrintestinais”.

Como você dá banho em um recém-nascido? Os pais sabem que um bebê é delicado demais para sentar em uma banheira normal, então é comum usarem cadeirinhas especiais para mantê-los ali.

No entanto, essas cadeirinhas não oferecem 100% de proteção.

cadeirinha de banho para bebê

Um porta-voz da Sociedade Real pela Prevenção de Acidentes britânica disse à BBC que as “cadeirinhas de banho normalmente trazem uma falsa sensação de segurança, já que os bebês podem se afogar em apenas alguns centímetros de água. Isso pode acontecer em questão de segundos, e silenciosamente”.

“É importante manter o bebê ao alcance do braço o tempo todo para você conseguir segurá-lo se ele escorregar na água, uma vez que ele não conseguirá se endireitar sozinho.”

O propósito de um sabonete é justamente limpar suas mãos e seu corpo – então esse é o último lugar onde você imaginaria encontrar germes.

Mas “a bactéria pode ficar no sabonete e passar de pessoa para pessoa”, disse o professor John Oxford.

sabonete

“O banheiro é o lugar ideal para um vírus permanecer e se espalhar pelos moradores da casa.”

Oxford aconselha, nesses casos, a utilizar sabonete líquido em dispensador para reduzir os riscos.

O Instituto Nacional de Saúde britânico recomenda, também, que equipes de saúde pública usem sabão líquido e água morna para lavar as mãos.

A boa e velha toalha de secar a mão ou o corpo após o banho também pode abrigar germes. Por isso, especialistas orientam que elas não sejam emprestadas para ninguém.

toalhas

Mas e quanto à toalha de mão que fica no banheiro compartilhado por todo mundo, inclusive pelas visitas? “Eu evitaria até isso. Os germes podem ficar na toalha por horas. Na verdade, uma toalha é um ótimo lugar para eles ficarem, já que é uma atmosfera úmida e propícia”, afirmou.

A combinação de chão molhado e sabão cria o perigo de quedas graves no banheiro, que podem resultar em fraturas, cortes e hematomas – sendo os idosos os mais suscetíveis.

Uma estratégia para evitar isso pode ser forrar o chão com tapetes de borracha e antiderrapantes, além de instalar barras de apoio para as mãos em locais estratégicos.

Fonte: BBC.

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Região recebe mais de R$ 3 milhões para a saúde

A região de Araçatuba receberá mais de R$ 3 milhões do governo de São Paulo para investimentos na área da saúde ao longo do ano, ainda pouco perto dos milhões que pagamos em impostos. Serão 24 municípios na região de Araçatuba. Andradina e Penápolis receberão os maiores valores: R$ 395 mil e R$ 365 mil, respectivamente.

Os recursos serão repassados aos municípios para aquisição de ambulâncias, vans para transporte de pacientes, custeio, aquisição de equipamentos e de medicamentos.

A Prefeitura de Penápolis receberá, por exemplo, R$ 100 mil para custeio, R$ 100 mil para aquisição de ambulâncias, R$ 100 mil para reforma de unidades e mais R$ 65 mil para aquisição de veículos. Já Araçatuba terá R$ 50 mil para aquisição de equipamentos.

Para fins de custeio, serão investidos mais de R$ 950 mil na região – Gastão Vidigal recebe R$ 100 mil enquanto Castilho, Ilha Solteira, Lourdes e Pereira Barreto serão contemplados com R$ 50 mil cada um. Guzolândia terá R$ 150 mil; General Salgado, R$ 30 mil; Alto Alegre, R$ 175 mil; Buritama, R$ 80 mil; e Guararapes receberá R$ 150 mil para a Santa Casa de Misericórdia.

Para aquisição de ambulâncias, Pereira Barreto e Santo Antônio do Aracanguá receberão R$ 90 mil cada um; Andradina, R$ 100 mil; Braúna, R$ 91,8 mil; Luiziânia e Coroados, R$ 120 mil cada um.

Para aquisição de veículos para transporte de pacientes, os contemplados foram: Sud Mennucci (R$ 78,5 mil), Itapura (R$ 31 mil), Auriflama (R$ 100 mil) e Murutinga do Sul (R$ 50 mil). Andradina e Guararapes terão ainda R$ 120 mil e R$ 100 mil, respectivamente, para aquisição de equipamentos e mobiliários para suas santas casas.

Em Ilha Solteira, a Associação Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus terá R$ 50 mil para aquisição de equipamentos; Andradina, R$ 175 mil para aquisição de máquinas e equipamentos médico-hospitalares; e Alto Alegre R$ 100 mil.

A Associação Hospitalar de Clementina terá investimento de R$ 150 mil e a Prefeitura de Sud Mennucci, R$ 100 mil para aquisição de veículo utilitário.

Apesar de parecer que foi benefício e investimento, é obrigação do estado manter a saúde da população, principalmente quando se paga os impostos da Suécia e se vive como se morasse no Quênia.

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Com infestação acima de 10%, Birigui inicia mutirões de limpeza

Agentes comunitários fazem limpeza de áreas com materiais que possam servir de criadouro do mosquito

O resultado do primeiro Liraa (Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti) de 2018, feito pelo Serviço de Vigilância Epidemiológica da Prefeitura de Birigui deixou a administração em alerta. O município obteve índice de 10,2%, enquanto o recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) é de até 1%.

Diante do resultado, a administração programou ações emergenciais de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya, zika vírus e febre amarela. A partir desta quinta-feira (15), diversas ações serão feitas pela Secretaria de Saúde para diminuir o índice de infestação. Os trabalhos foram definidos em reunião entre o CCVZ (Centro de Controle de Vetores e Zoonoses), Vigilância Sanitária, Vigilância Epidemiológica e ESF (Estratégia Saúde da Família).

Agentes comunitários de saúde e de combate a endemias, além de supervisores, realizarão mutirões nos bairros Residencial Braguim, Parque Residencial Pinheiros, Parque Pinheiros, Jandaia 1 e 2, Jardim Planalto, Residencial Mário Crem dos Santos e Jardim Ypê.

“O índice é preocupante, pois coloca a cidade em risco para surto de dengue e outras doenças transmitidas pelo mosquito. Vamos realizar mutirões em todas as áreas com maior concentração de larvas e intensificar outras atividades que são realizadas diariamente. Pedimos à população, nossa principal aliada, que nos ajude nesta luta”, disse o educador de saúde, Marco Antônio Sanchez.

Nos bairros Cidade Jardim e Vila Bandeirantes, áreas com maiores focos de larvas, já houve eliminação de potenciais criadouros do mosquito das residências, estabelecimentos comerciais e terrenos baldios, bem como o trabalho de conscientização dos moradores.

Os mutirões contam com o apoio da secretaria de Serviços Públicos, Água e Esgoto, no recolhimento dos materiais inservíveis retirados dos imóveis. Além dos mutirões, foi intensificado também o monitoramento regular dos pontos estratégicos e imóveis especiais, como escolas, hospitais, ferros-velhos, borracharias, entre outros.

A equipe do IEC (Informação, Educação e Comunicação) mantém os trabalhos educativos nas unidades escolares, visando alertar as crianças sobre os perigos da dengue e demais doenças.

O Liraa se dá pela divisão do número de recipientes encontrados com larvas pela quantidade de imóveis visitados, multiplicado por 100. Conforme o Executivo, os agentes de combate a endemias percorreram 472 quadras, onde foram vistoriados 2.062 imóveis por toda a cidade. Durante o levantamento, foram encontrados 209 criadouros com larvas e, dentre os recipientes flagrados pelos profissionais de saúde nos imóveis estão ralos internos e externos, vasos de plantas, bebedouros de animais, latas, frascos e plásticos utilizáveis, baldes, pneus, lonas, piscinas, entre outros.

A região com maior infestação é a que compreende os bairros Cidade Jardim, Vila Bandeirantes, Bosque da Saúde, Vila Xavier, Jandaia 2 e o Pinheiros, com índice de 13,53%. Na sequência aparecem Distrito Industrial, Novo Parque São Vicente, Vila Isabel Marin, Jardim do Trevo e Vale do Sol, com resultado de 9,39%.

A região dos bairros Quemil, Silvares, Recanto Verde, Portal da Pérola, Santo Antônio e Aeroporto aparece na sequência com 9,32%. Já a área que concentra o Monte Líbano, João Crevelaro, Ivone Alves Palma, Copacabana, Alto do Silvares, Cohab 3, São Braz e Thereza Maria Barbieri, teve índice de 7,85%.

A administração informou que, dentre os fatores que contribuíram para o aumento do índice do Liraa está os “fatores climáticos e ambientais”. De janeiro até o último dia 5, foram registrados quatro casos positivos de dengue e 19 estão sob investigação. Estão sob análise dois casos de chikungunya e um de zika. Não há nenhuma notificação por febre amarela.

Em 2017, Birigui registrou 88 casos positivos de dengue e seis de chikungunya.

Fonte: Folha da Região.

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Se matarem macacos, mosquitos vão atrás de sangue humano

Fotos de corpos de macacos têm se espalhado pela internet desde o aumento, nos últimos meses, dos casos de febre amarela em regiões dos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal. E muitos desses animais não morreram por causa do vírus: foram executados com pedras, pauladas ou envenenamento. Além de cruel, a medida tem efeito contrário ao imaginado por muitas pessoas: prejudica o combate à doença.

Os macacos são o alvo preferido dos mosquitos silvestres que transmitem a febre amarela, que costumam voar na altura da copa das árvores.

Muitos primatas acabam desenvolvendo a doença e morrem. Ao verificar um volume expressivo de corpos deles em determinada região, autoridades sanitárias e pesquisadores conseguem identificar a presença da febre amarela, traçar o possível trajeto do vírus – conforme os corredores da floresta existente – e planejar ações de imunização das pessoas.

A doença tem tido um impacto tão expressivo na população de macacos da Mata Atlântica que existe o temor, por exemplo, de que todos os bugios desapareçam das florestas do Rio de Janeiro.

Para piorar, os poucos macacos que sobreviveram à febre amarela ou escaparam do vírus estão sendo vítimas da desinformação. Muitas pessoas matam esses animais por acharem que eles são responsáveis pela propagação da doença.

Só este ano, dos 144 macacos mortos recolhidos pela Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses do Rio de Janeiro para testes de febre amarela, 69% foram executados – apresentavam várias fraturas ou veneno no organismo.

Em todo o ano passado, dos 602 animais mortos, 42% foram assassinados, segundo dados do órgão.

Nem o mico-leão-dourado escapou. Corpos de animais dessa espécie, ameaçada de extinção, também foram localizados com sinais de execução.

Mas o que os “caçadores” de macacos não sabem é que, ao contrário de evitar a propagação da febre amarela, matar os bichos expõe os seres humanos a riscos maiores de contrair esse mal grave, que pode matar.

A febre amarela é uma doença infecciosa que é transmitida, no Brasil, principalmente por mosquitos silvestres dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que moram na copa das árvores e têm predileção pelo sangue de primatas.

Depois disso, o organismo passa a produzir anticorpos e a concentração do vírus diminui. Em cerca de dez dias, macacos e seres humanos terão morrido ou se curado da doença, ficando imunes a ela.

Já o mosquito permanece com o vírus da febre amarela para sempre. Eles podem até passar o vírus para os ovos e, consequentemente, para os filhotes que nascerem.

Se muitos macacos começarem a morrer, a tendência é aumentar a chance de contaminação de humanos. Sem ter primatas para picar na copa das árvores, os mosquitos buscarão alimento em outras localidades – e o homem vira a próxima opção como fonte de sangue.

Isso porque o homem é um animal que se assemelha ao macaco. Por isso, naturalmente, se torna alternativa para o mosquito da febre amarela, que buscará instintivamente um bicho geneticamente próximo. O que não significa que outros bichos não possam ser, eventualmente, picados pelos mosquitos silvestres da febre amarela. Há evidências de marsupiais que já foram picados, mas eles não são “receptivos” ao vírus e, portanto, não ficam doentes, nem se tornam hospedeiros.

Nesses casos, o vírus da febre amarela não interage com o material genético da célula hospedeira de outras espécies – todo vírus tem uma “chave”, ou molécula sinalizadora, que só é reconhecida pela “fechadura” (membrana plasmática) de algumas espécies. A “fechadura” varia conforme a espécie.

Suponha que desaparecessem todos os macacos da serra da Cantareira. O mosquito picaria pessoas. Se você diminui a população de macacos, mais gente será picada.

Além de servirem de isca para mosquitos, evitando com isso que mais humanos sejam picados, os macacos alertam para o “trajeto” do vírus pelo país.

Matar macacos significa levar também a morte para a sua família.

Fonte: BBC.

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