O Sem Parar terá concorrência nos pedágios

A partir do segundo semestre de 2012 haverá concorrência no sistema de cobrança automática de pedágios nas rodovias paulistas deve ocorrer só no início do segundo semestre de 2012. A informação é do coordenador do projeto de cobrança de pedágios por quilômetro percorrido (Ponto a Ponto), Giovanni Pengue Filho, da Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo). Atualmente, a STP (Serviços e Tecnologia de Pagamentos S/A), que oferece o sistema Sem Parar, opera sozinha em todas as rodovias sob concessão no Estado.No novo sistema os veículos passarão a serem cobrados pelo trecho percorrido em cada estrada, cada veículo terá uma etiqueta eletrônica que será lida por pórticos nas vias.
Possivelmente haverá uma multiplicação de portas eletrônicas e cada estrada terá um sistema e talvez até mais pedágios do que já tem. Atualmente há homologação de duas empresas que irão concorrer com o Sem Parar, os novos trechos deverão ser instalados no primeiro semestre de 2013.

A partir de 2013 os usuários deverão trocar a atual etiqueta do Sem Parar pelo sistema Ponto a Ponto.  O novo sistema terá rádio frequência de 915 Mhz e será baseado em protocolo 100% nacional, de baixo custo. Hoje, um tag do Sem Parar, que adota uma frequência de 5,8 GHz, custa algo em torno de U$ 25 [R$ 46]. Na nova tecnologia, a gente já está conseguindo uma redução para algo em torno de U$ 10 [R$ 18,4]. Com incentivo à indústria nacional, ele vai ser uma etiqueta e a intenção é chegar a U$ 3 (R$ 5,5). Além disso, a frequência de 915 Mhz tem se mostrado até três vezes mais rápida na leitura das tags. O usuário vai ter duas tags no veículo por enquanto. Como o piloto é pré-pago, quando ele passar na praça de pedágio, vai ser verificado se tem créditos. Se tiver, é debitada a tarifa do Ponto a Ponto; se não, é tarifado com a valor cheio.
Gostaríamos que com o mesmo empenho que o governo de São Paulo se empenha para taxar o cidadão e arrecadar mais dinheiro com pedágios, ele se empanhasse também na urbanidade, educação e transporte público de qualidade, além de zonas de meio ambiente e lazer. Porque no final das contas o cidadão que viajar paga impostos para circular, paga diferentes taxas para ter seu veículo e ainda paga o pedágio para circular em uma estrada cuja manutenção ele já pagou através de impostos. Um governo incompetente e apenas gerador de impostos aponta a privatização como solução para problemas que ele não soluciona por incompetência ou para fazer acordos que atingem diretamente o bolso de seus cidadãos.
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