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EUA e Cuba retomam relações diplomáticas

Bandeira cubana é colocada entre as bandeiras da Croácia e de Chipre no Departamento de Estado dos EUA nesta segunda-feira (20), dia em que Cuba e EUA reabriram suas embaixadas após décadas (Foto: Paul J. Richards/AFP))

Os Estados Unidos e Cuba retomaram formalmente nesta segunda-feira (20/07) suas relações diplomáticas, com o hasteamento da bandeira cubana no departamento de Estado americano, um gesto histórico que põe fim a décadas de hostilidades entre os adversários da Guerra Fria.

A bandeira cubana se somou às demais bandeiras de outros países que ondeam no lado de fora do prédio em Washington, constatou um fotógrafo da AFP.

A bandeira também foi hasteada na missão diplomática de Havana em Washington – elevada à condição de embaixada depois da retomada as relações diplomáticas pela primeira vez desde 1961.

A seção de interesses dos EUA na capital cubana também assumiu a condição de embaixada, apesar da cerimônia formal estar programada para as próximas semanas, quando o secretário de Estado americano John Kerry visitar o lugar e hastear a bandeira.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez, vai oficiar a cerimônia de inauguração de uma placa com o novo estatuto da representação na presença de cerca de 500 pessoas no antigo edifício, localizado em uma linha reta desde a Casa Branca.

Rodriguez, o primeiro chanceler cubano em Washington desde 1959, irá, em seguida, reunir-se com o seu colega americano, John Kerry, na sede do Departamento de Estado, onde a bandeira cubana também será içada.

Enquanto isso, em Havana, o edifício de concreto maciço que abriga a delegação dos Estados Unidos espera uma silenciosa transformação em embaixada, sem eventos oficiais planejados até o momento.

Mas, para fins práticos, os dois países estarão assim restaurando as relações diplomáticas, fechando o último capítulo da Guerra Fria nas Américas.

Este passo é resultado do “novo espírito pragmático que molda o ambiente” entre os dois países, declarou à AFP Ted Piccone, especialista em Cuba do Instituto Brookings.

De fato, a reabertura das embaixadas é a primeira ação concreta de reaproximação desde que os dois países anunciaram em 17 de dezembro o descongelamento das relações, que foi seguido de meses de negociações.

O presidente cubano, Raúl Castro, definiu esta semana como a conclusão da “primeira fase” do processo de “normalização”, cujo principal objetivo é acabar com o embargo econômico contra Cuba, em vigor desde 1962.

Em 20 de julho “começará uma nova etapa, longa e complexa, no caminho para a normalização das relações, e que necessitará de vontade para encontrar soluções para os problemas que se acumularam ao longo de cinco décadas e que afetaram os laços entre nossos países e povos”, acrescentou.

A agenda bilateral é ampla: aviação civil, meio ambiente, luta contra o tráfico de droga, bem como o interesse dos educadores e empresários para aumentar o intercâmbio.

A aproximação representa o abandono da política de sanções praticada há décadas por Washington, e o reconhecimento de Havana das realidades econômicas do século XXI.

Segundo Piccone, Washington procura se aproximar de Cuba para fomentar o desenvolvimento dos cidadãos cubanos, enquanto Havana necessita “do motor econômico” dos Estados Unidos para “atualizar o modelo socialista sem precisar realizar reformas políticas”.

A monitorização rigorosa da polícia na frente do enorme edifício, construído em 1953 na famosa orla Malecon, será reduzida, enquanto a revista dos visitantes passará para as mãos dos americanos. Além disso, passará a valer a inviolabilidade da mala diplomática, segundo Jacobson.

Algo impensável há 10 meses, diplomatas americanos, assim como os seus homólogos cubanos em Washington, terão liberdade para circular em toda a ilha e se reunir com diversos setores da sociedade, sem a necessidade de autorização do governo.

O apoio diplomático também irá gerar “confiança” entre os empresários americanos, que já não se sentirão “em território estrangeiro” ao tentar fazer negócios na ilha proibida, disse à AFP Pedro Freyre, assessor jurídico para as empresas americanas em Cuba.

A alteração do estatuto diplomático também deverá gerar um aumento de pessoal nas duas capitais para atender uma agenda bilateral mais complexa, bem como o aumento das viagens e do comércio, que já estão em andamento.

A companhia aérea americana JetBlue começará a voar entre Nova York e Havana, enquanto a Airbnb adicionou Cuba ao seu catálogo e os Estados Unidos começou a emitir licenças para empresas que operam serviços de ferry de passageiros para a ilha, a 150 quilômetros da costa dos Estados Unidos.

Fonte: G1.

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Em Birigui prefeitura prorroga contrato com empresa de ônibus

 A Prefeitura de Birigui prorrogou por mais quatro meses contrato emergencial com a Theodoro Transportes, de Monte Aprazível, responsável pelo transporte coletivo na cidade. É a terceira renovação contratual com a empresa.

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De acordo com o Executivo, edital para a contratação definitiva de uma prestadora do serviço já está em trâmite e se encontra em análise para correções e posterior publicação. O prazo não foi divulgado. A prorrogação do contrato emergencial foi publicada ontem. Segundo a Prefeitura, continuam as mesmas as regras. O valor da tarifa permanece R$ 2,30, sendo gratuita a idosos com idade igual ou superior a 65 anos e portadores de necessidades especiais.

O Executivo reforça que a cobertura do transporte coletivo é de 100% na cidade, contando com 14 veículos, sendo dez deles adaptados para portadores de necessidades especiais. Em maio, o transporte coletivo ganhou oito novas linhas. A mudança teve por objetivo melhorar os serviços e diminuir o tempo de espera dos usuários.

Os novos itinerários, que passam por pontos estratégicos, como órgãos públicos e ruas principais, são somados as outras duas linhas, a 101 (Fórum) e 102 (Poupatempo), que entraram em operação em fevereiro.

Com a mudança, cinco linhas em operação foram extintas. Pelo menos cinco mil pessoas utilizam diariamente o transporte público no município, que começa a circular às 5h20, finalizando às 23h.

Fonte: Folha da Região

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Cuidado para não cair no golpe do boleto

Pagamento de boleto exige atenção de consumidores; golpes são feitos via web e offline

O boleto como forma de pagamento é bastante popular no Brasil, e justamente por isso tem se tornado uma forma de golpe muito comum:

Alguns golpistas conseguem enviar correspondências muito parecidas com as cobranças originais. “A pessoa paga a fatura falsa e só vai perceber que era a errada quando chega uma nova cobrança dizendo que a fatura está em aberto”, explicou Soraia Panella, coordenadora de atendimento do Procon-Rio.

Nesses casos, os golpistas alteram os dados bancários do documento: em vez do dinheiro ir para o banco X vai para uma conta do banco Y.

O que fazer: O usuário que suspeitar do boleto deve prestar atenção nos três primeiros números do documento e no campo “Nosso Número” (segunda sequência de 12 números do boleto bancário). Por exemplo: uma cobrança do banco Itaú que comece com o número 237 (do banco Bradesco) é falsa, pois o número do banco é 341.  Os códigos dos bancos podem ser encontrados no site da Febraban (Federação Brasileira de Bancos): http://www.febraban.org.br/arquivo/bancos/sitebancos2-0.asp

Comparação entre um boleto falso (acima) e um boleto verdadeiro (abaixo). No primeiro, o boleto está com logotipo do Banco do Brasil, mas começa com o número 341, do Itaú; note também que a sequência “Nosso Número” (segundo grupo de 12 números) está diferente no 1º

Outro problema é que boletos falsos geralmente têm o código de barras alterado para não serem lidos em leitores de caixa eletrônico ou de aplicativos bancários de celular.

Caso seja impossível realizar a leitura, o cuidado com os números digitados deve ser redobrado, pois esse truque geralmente é feito para forçar a pessoa a digitar o número alterado.

 

Após o boleto vencer, algumas pessoas buscam na internet páginas para recalcular o novo valor do título com multas ou taxas embutidas.

Alguns desses sites pedem para o usuário digitar todas as informações do boleto e prometem gerar uma cobrança com o valor novo. No entanto, esses sites burlam os códigos do título substituindo-os para uma conta diferente para transferência.

O que fazer: Apenas emita boletos no site oficial do banco ou da empresa que está fazendo a cobrança.

 

Um dos golpes clássicos envolvendo boleto é o envio de spams com supostas cobranças aos usuários. Eles, geralmente, chegam com alguma mensagem alarmante do tipo “urgente, boleto em aberto” ou “sua dívida ainda continua no nosso sistema”.

Além disso, há sempre um link ou anexo que leva o usuário para uma página falsa para gerar o boleto ou instalar um trojan, que troca os códigos do boleto quando o usuário emitir pela internet.

O que fazer: Tome cuidado com mensagens de e-mails com esse teor. Apenas emita boletos no site oficial do banco ou da empresa que está fazendo a cobrança. Dificilmente, as empresas fazem cobrança por e-mail.

A Febraban recomenda que as pessoas usem a forma de pagamento DDA (Débito direto autorizado). Após um cadastro, a pessoa recebe uma notificação da instituição. A operação só é efetuada após a pessoa autorizar. Para os interessados, a instituição pede que os clientes procurem seus bancos.

 

Segundo Assolini, da Kaspersky, há uma evolução do golpe do boleto que é praticamente transparente para o usuário. Ela consiste em um ataque feito ao roteador (aparelho usado para compartilhar a internet do usuário), que altera as configurações desse equipamento.

“O cibercriminoso injeta um código em uma página e, automaticamente, abre uma janela pedindo para a pessoa fazer login nas configurações do roteador. Ao digitar as informações, isso vai alterar informações do equipamento, que sempre vão levar o usuário para uma página falsa do banco.

O que fazer: Conecte-se apenas a redes Wi-Fi protegidas com senha e mude os dados de acesso às configurações do roteador. De acordo com o especialista, a maioria das pessoas esquece de trocar essas informações. Geralmente, o login de acesso é padrão e pode ser facilmente achado na internet, facilitando a vida dos cibercriminosos.

 

Os navegadores modernos suportam extensões (programas que executam funções complementares no browser, como links para programas ou serviços). No entanto, alguns desses arquivos, sobretudo os que prometem recursos estranhos (como “mudar a cor do Facebook”), são considerados suspeitos para o especialista de segurança da Kaspersky.

“Algumas dessas extensões maliciosas ficam ‘inativas’ até a pessoa tentar gerar o boleto. Ao realizar o processo, o título será alterado por um código presente nessa extensão”, disse.

O que fazer: Procure usar extensões de serviços confiáveis. Funções mirabolante são na maioria das vezes uma forma de golpistas obterem dados dos usuários.

Como se proteger

Usuários do sistema operacional da Microsoft podem baixar o Windows Removal Tool, que é um antivírus gratuito e que consegue detectar vírus bancários. Há ainda várias soluções pagas de programas de segurança com proteção específica para operações bancárias.

Todo cuidado é pouco, e, se você tem a sensação eu já pagou uma conta, é provavelmente porque já pagou, então se atente a possibilidade do boleto falso.

Fonte: UOL

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